–:–:–
Conecte-se conosco

Disputa presidencial: Flávio e Lula buscam apoios no 2º turno

Com a eleição marcada para 25 de outubro, campanhas focam em alianças estaduais e no voto dos eleitores que não escolheram os finalistas.

0 visualizações
Flávio e Lula buscam apoio de governadores e aliados para o 2º turno

A corrida pelo Palácio do Planalto segue para o segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro, colocando frente a frente o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente, Lula (PT). O encerramento da primeira etapa da votação consolidou uma disputa acirrada, com Flávio atingindo 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, configurando uma margem de apenas 1,87 ponto percentual entre os concorrentes.

Articulações estaduais e o peso dos governadores

Com o cenário definido, as frentes de campanha voltaram suas atenções para a conquista de novas alianças, priorizando governadores eleitos e lideranças regionais que podem mobilizar estruturas partidárias. Até o momento, 20 governadores foram definidos já no primeiro turno, um recorde desde a redemocratização. O PL assegurou cinco nomes, enquanto o PT garantiu três. Esse número pode sofrer alteração caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme a anulação dos votos de Garotinho no Rio de Janeiro, o que levaria Douglas Ruas (PL) à vitória imediata.

Sete estados ainda decidem seus governadores em segundo turno: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. A capilaridade das campanhas varia conforme a região; enquanto Flávio possui aliados em cinco desses pleitos, Lula mantém suporte em quatro. No Tocantins, o candidato do PL declarou apoio a Professora Dorinha.

Impactos em colégios eleitorais estratégicos

Estados como São Paulo, Bahia e Minas Gerais figuram como peças-chave no xadrez eleitoral. Em São Paulo, a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno altera a dinâmica de palanques. Sobre a ausência de uma disputa estadual no segundo turno, o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, avalia o cenário:

“A ausência do segundo turno em São Paulo tem o mesmo impacto para Lula, pela ausência do palanque com Haddad. E para Tarcísio de Freitas, também fora do segundo turno, já eleito no primeiro turno, o impacto se dá diretamente para a figura de Flávio Bolsonaro, que também não terá o palanque para ser trabalhado”

Na Bahia, apesar da vitória de Jerônimo Rodrigues (PT), Rizzi aponta oscilações importantes:

“Lula conseguiu 4% a menos de votos do que ele próprio havia conseguido em 2022. Enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu conquistar 4% a mais do que Jair, seu pai, havia conquistado. Apesar de uma larga vantagem construída e do favoritismo de Lula em manter grandes vantagens históricas nesse estado, é preciso que, em alguns estados-chave, haja um trabalho ainda maior para que a sua campanha consiga capturar e roubar votos de Flávio Bolsonaro”

Já em Minas Gerais, a vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo estadual veio acompanhada de um crescimento de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Rizzi analisa a inversão de posições no estado:

“No primeiro turno em 2022, Lula venceu o primeiro turno em Minas Gerais por cerca de 48% dos votos a 43% de Jair Bolsonaro. Já esse ano, o jogo inverteu e Flávio venceu Lula pelos 48% contra 43%. A campanha do petista enxerga que é possível buscar e reverter ao menos o resultado que obteve em 2022”

Estratégias para a reta final

Além das costuras políticas, as campanhas buscam atrair os votos de candidatos derrotados, como Ronaldo Caiado e Michel Temer, que declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Enquanto isso, o QG petista trabalha na reestruturação de sua comunicação e mobilização, buscando replicar o sucesso de estados como Ceará e Piauí. Do outro lado, o PL mantém a estrutura de quatro frentes utilizada no primeiro turno.

O desafio final reside em capturar os votos dos mais de 33 milhões de eleitores que se abstiveram e dos 6 milhões que optaram pelo voto branco ou nulo, consolidando o esforço necessário para reverter ou ampliar as margens até o dia da votação.

Mais em Brasil

Ver tudo →