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Eduardo Paes inicia 2º turno no RJ focado em propostas de educação

Candidato do PSD visitou municípios do interior fluminense e defendeu maior rigor na segurança das próximas zonas de votação.

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Paes afirma que eleitor decidiu levar disputa pelo governo do Rio ao 2º turno

O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), deu o pontapé inicial na campanha do segundo turno das Eleições nesta terça-feira (6). Ao lado da candidata a vice-governadora, Jane Reis (MDB), o político escolheu municípios onde obteve votações expressivas no primeiro pleito para iniciar sua nova agenda, passando inicialmente por Comendador Levy Gasparian, localizado no Centro-Sul Fluminense.

Posicionamento sobre o pleito e adversários Durante a passagem pela cidade fluminense, o postulante ao Executivo estadual ressaltou que a escolha dos votantes pela continuidade da disputa precisa ser respeitada. Na ocasião, ele também mencionou o episódio envolvendo Anthony Garotinho e garantiu que já havia questionado a presença do ex-governador na corrida eleitoral desde o primeiro turno.

“Durante todo o primeiro turno eu alertei para o absurdo e o inusitado que nós estávamos vivendo. Eu sabia, desde o início, que o Garotinho era um candidato laranja colocado pela candidatura do Douglas Ruas para criar uma situação e constrangimentos. O Garotinho passou a campanha inteira sem responsabilidade nenhuma e fazendo ataques sem propósito. Nós pedimos para a Justiça Eleitoral que ele não tivesse o tempo na televisão e os recursos partidários. A Justiça Eleitoral não decidiu até o dia da eleição, e o que a população decidiu no último domingo é que tem de ter segundo turno. O Garotinho estava na urna e as pessoas puderam votar nele. O que defendemos é que se realize o segundo turno. Na véspera da eleição nós pedimos urgência para resolver logo essa questão. Então, para respeitar a democracia é fundamental que valha a vontade popular do último domingo”, afirmou Paes.

Mostrando otimismo quanto ao resultado final, o candidato apelou pelo comparecimento do eleitorado e criticou o grupo político oponente, prometendo um embate direto de ideias.

“Quero pedir ao eleitor para ir votar, o nível de abstenção no primeiro turno foi absurdo. Quem quiser mudar o Rio de Janeiro e que se interrompa esse ciclo de Cláudio Castro e Witzel vai votar em mim. Quero os apoios políticos, mas agora é uma eleição mais mano a mano. Em que as ideias vão ser confrontadas. E vamos mostrar que Douglas Ruas representa o grupo político que tomou de assalto o Palácio Guanabara e a Alerj nos últimos 8 anos, envolvido em esquemas de corrupção e associado ao crime organizado”, declarou.

Segurança reforçada nas eleições Outro ponto abordado pelo candidato do PSD foi a necessidade de solicitar um reforço na segurança das zonas eleitorais para a nova etapa. Conforme relatado por sua equipe, houve episódios de interferência de milicianos em locais de votação situados na Zona Oeste da capital e em municípios da Baixada Fluminense.

“Vamos solicitar, como coligação, que as Forças Armadas, que estavam nas ruas da cidade Rio, estejam mais próximas dos locais de votação, especialmente na Zona Oeste e áreas da Baixada Fluminense. Há inúmeros relatos de milicianos constrangendo mesários, exigindo que o eleitor mostrasse com foto o voto que deu”, afirmou.

O político apontou que sua chapa seria alvo de investidas de facções criminosas e voltou a direcionar críticas ao grupo político rival.

“A milícia e o crime organizado sabem que quem vai combatê-los é a nossa candidatura. Eles sabem da relação da turma do Douglas Ruas com o crime. O último governo teve quatro secretários presos por relações com o crime. O crime vai fazer de tudo para eu não ganhar a eleição”, declarou.

Paes relatou ainda ter recebido denúncias de moradores sobre intimidações na Zona Oeste e reforçou a necessidade de fiscalização ostensiva.

“Para que o jogo seja limpo vamos colocar as forças armadas e as forças policiais perto dos locais de votação”, afirmou.

Propostas para a área educacional A agenda em Comendador Levy Gasparian — município que se destaca positivamente nos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) — serviu como cenário para o lançamento das diretrizes voltadas ao ensino. Visitando o CIEP Padre Joaquim Chaves de Figueiredo, o candidato defendeu uma cooperação mais estreita entre o governo estadual e as administrações municipais.

“Aqui tem um grande exemplo de que é possível fazer educação pública de qualidade em todo o Estado do Rio de Janeiro. Levy tem tido resultados excepcionais no Ideb ao longo dos anos. No que o estado decepciona todos os anos, Levy Gasparian tem sido uma grande diferença. Isso mostra que tem como o estado trabalhar com os municípios, criar os incentivos que não existem hoje, dar mais recursos a partir de metas estabelecidas entre o governo do estado e prefeitura e auxiliar no pedagógico”, afirmou.

Entre as principais promessas para o setor, o político destacou a intenção de expandir o formato dos Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) para outras regiões e triplicar as vagas de ensino técnico integral.

“Precisamos preparar os nossos jovens para o mercado do trabalho. Ele pode sair do ensino médio já com essa qualificação para o mercado de trabalho, sempre conectado com as vocações das diferentes regiões do estado”, disse.

Valorização do funcionalismo público O plano de governo também contempla melhorias para os profissionais do magistério e demais servidores estaduais, com promessas de reajustes anuais e cumprimento do piso salarial.

“Não vai ter mais essa história de servidor da Educação ganhando abaixo do piso. Na Prefeitura do Rio ninguém ganha abaixo do piso. Os profissionais da Educação e todos os servidores vão ter o que eu sempre fiz na Prefeitura do Rio: aumento anual. Todos os servidores do estado, os da Educação, os da Segurança, os da Saúde, enfim, todos vão ter garantidos os seus direitos. Assim como os pensionistas, os aposentados”, afirmou.

Por fim, o candidato garantiu a implantação de uma política de bonificação atrelada ao cumprimento de metas.

“Todos terão Acordo de Resultados. Se cumprirem as metas, todos ganham um 14º salário. Na Educação, para cada escola da cidade do Rio de Janeiro, a gente tinha uma meta do Ideb. Atingia a meta, ganhava um 14º salário. Vamos levar essa experiência para todos os servidores do estado”, declarou.

A coligação encabeçada por Eduardo Paes, batizada de “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, reúne 12 legendas: PSD, MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC. Após passar por Comendador Levy Gasparian, o candidato seguiu com compromissos de campanha em Três Rios, Rio das Flores e Valença.

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